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Informação, formação e mação

Olá,

antes que o ano escolar recomece gostaria de compartilhar com vocês essa pequena reflexão sobre o formar-se.

Resolvi tirar o meu mês de janeiro para viajar, conhecer novos lugares, novas pessoas e sentir novas sensações. Somente a parte das novas sensações é que não foram bem como eu esperava, o que senti durante boa parte dos melhores momentos de minha viagem foi um re-arranjo das sensações que eu já conhecia.

Mas a ausência de sensações novas não impediu que minha viagem fosse igualmente proveitosa, somente fez com que eu pensasse um pouco mais nisso. E, como não poderia faltar, também pensei nos alunos e na visão um pouco equivocada de formação que alguns apresentam.

A formação utiliza da informação e a informação está aí para quem quiser (ou puder) ver. Às vezes tentam maquiar a informação ou mudá-la, mas sabemos que ela existe, ou existiu. Formar-se é utilizar-se dessa informação para compor o pool de conhecimento que você possui, mas a formação de alguém não pode estar restrita ao puro acúmulo de informação, a formação do indivíduo constitui o manuseio dessa informação para construção de algo que é só seu. Assim como o artista utiliza-se do barro para dar formas às suas esculturas.

Assim como eu retorno dessa viagem com acréscimos a minha formação – que são pequenos re-arranjos daquilo que eu já conhecia – espero que os alunos também aprendam a formar-se dessa maneira.

Os alunos que estão sendo bem formados devem manusear – mesmo que sem utilizar-se das mãos propriamente ditas – o conhecimento e não ter medo de expressar sua conclusão e submetê-la à discussão e crítica do grupo.

Por isso nessa minha reflexão (ou viagem, como os alunos gostam de chamar) re-afirmo o quão gostoso é ver um aluno manuseando as informações que recebeu e sem medo de expressar-se diz que “o marido da maçã é o ‘mação'”.